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5 benefícios de um sistema de gestão financeira

A dica de hoje é da Artsoft Sistemas, nossa parceira de negócios, Curtam esse post!

A gestão financeira é um dos pilares de qualquer empresa. O planejamento e análise do caixa podem, definitivamente, decretar o sucesso ou o fracasso do empreendimento. Por isso mesmo, investir em tecnologias que otimizem a gestão financeira é um gasto que certamente rende boas vantagens. Se interessou? Então veja agora mesmo quais são os maiores benefícios que um sistema de gestão financeira pode trazer para sua empresa:

Otimização de operações financeiras

Muitos departamentos financeiros de PMEs perdem horas e mais horas de esforço na quitação da folha de pagamento, das contas e de outras despesas fixas. Um software de gestão financeira executa essa função rápida e precisamente. Se quiser, o sistema também pode informar, mês a mês, se os gastos fixos aumentaram ou diminuíram. Tudo isso de forma organizada e intuitiva. Assim, você terá mais tempo para estudar formas mais eficazes de aumentar o lucro do negócio, fazer o controle financeiro e ainda elaborar o melhor planejamento financeiro possível.

Precisão cirúrgica

Abandone de uma vez por todas as anotações em pedaços de papel. Esse costume equivocado faz com que informações importantes possam ser perdidas e ainda confundir você e sua equipe no momento de fechar o balanço. Um software de gestão financeira armazena didaticamente os dados e facilita o acesso dos profissionais da sua empresa.

Um bom software propicia uma visão panorâmica das informações ao integrá-las em um único lugar. Dessa forma, fica mais fácil analisar como andam as finanças do seu negócio e entender quais setores necessitam cortar gastos, por exemplo. Você diminui a margem de erro no fluxo de caixa e, consequentemente, no seu planejamento financeiro.

Acessibilidade dos relatórios

Qualquer funcionário do estabelecimento fica apto a acessar as informações necessárias à boa execução do trabalho. O profissional de vendas, por exemplo, pode diagnosticar em poucos minutos como anda a produtividade do seu setor. Relatórios sobre número de vendas, atendimentos realizados e faturamento estarão disponíveis a um clique.

Essa característica permite uma autonomia e algo ainda mais importante: a colaboração entre os departamentos. Os colaboradores podem se sentir mais proativos e sugerir melhorias para que o negócio cresça.

Controle minucioso do estoque

Se existe um setor no qual boa parte do dinheiro costuma descer ralo abaixo é o estoque. O pior é que isso ocorre muitas vezes inadvertidamente em uma PME. Um software de gestão financeira exorciza esse fantasma ao agilizar e conferir com exatidão todo o processo de estocagem.

Você pode visualizar o estoque sempre que precisar. As baixas podem ser relatadas automaticamente, assim como a aquisição de produtos de reposição. Até o sistema de compras é otimizado graças à possibilidade de emissão de notas fiscais eletrônicas.

Diminuição de riscos na gestão financeira

A precisão e a acessibilidade garantem que o risco de descumprimento de obrigações financeiras seja evitado. As chances de pagamentos atrasados praticamente inexiste, assim como problemas fiscais. Portanto, desaparecem também os custos com juros após o vencimento de prazos e eventuais problemas na justiça.

As interpretações errôneas dos dados também acabam com o auxílio de um bom software de gestão financeira. Isso porque ele é capaz de gerar relatórios globais e específicos sobre as finanças da sua empresa.

Entendeu como um software de gestão financeira pode trazer inúmeros benefícios para o seu negócio? Se você está interessado nesse tipo de solução, conheça os serviços oferecidos pela Artsoft!

A Priority Partners é especialista em criar modelos de controles gerenciais a partir das informações de software de gestão, além de planejar e auxiliar no processo decisório estratégico de sua empresa. Conte com a gente!

Fica a dica!

Equipe Priority Partners

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Return-On-Invested-Capital_1.1 Qualquer empresa precisa investir em ativos que vão gerar retorno para seus acionistas. O dinheiro investido pode ser tanto do próprio acionista (Capital Próprio) ou de Terceiros (Capital de Terceiros). Mas como o empresário pode saber qual é o retorno sobre os investimentos? Como ele pode garantir que o custo do dinheiro investido não é maior do que o retorno que os ativos da sua empresa geram? Vamos tentar responder a estas perguntas nessa dica.

Para calcular o ROIC, vamos utilizar as informações apuradas nas demonstrações contábeis da empresa (DRE e Balanço Patrimonial). A fórmula mestre do ROIC é:

ROIC = NOPAT / Valor Contábil do Capital Investido

Vamos analisar e explicar essa fórmula:

  1. O NOPAT é a receita operacional da empresa menos os impostos hipotéticos sobre a mesma. Mas porque usamos o NOPAT e não o Lucro Líquido para o cálculo do ROIC? O motivo é simples: o retorno sobre o capital tem como objetivo medir o retorno sobre o capital total da empresa. O lucro líquido mede o retorno para os acionistas já descontados quaisquer pagamentos de juros e assim deixaremos de fora o retorno sobre o Capital de Terceiros. Portanto, o correto é utilizar a receita operacional que está antes dos juros sobre empréstimos. Lembramos também que o NOPAT é liquido de imposto de renda. É importante retirar os impostos pois já consideramos o efeito deles no cálculo do custo de capital (WACC ou CMPC).
  1. Valor Contábil do Capital Investido – Na maioria das vezes ao tentar estimar os valores de bens da empresa, nós preferimos utilizar o valor de mercado (por exemplo no cálculo do WACC). Porém, esse caso é diferente. No cálculo do ROIC vamos utilizar o valor contábil tanto da dívida quanto do capital próprio. Isso se dá porque no cálculo do ROIC nós buscamos o retorno sobre o capital investido em ativos já existentes e assim assumimos que o valor contábil da dívida e do capital próprio englobará corretamente esse investimento. O valor de mercado do património líquido é afetado pelos ativos de crescimento que não geram fluxo hoje, mas vão gerar no futuro. Assim, o valor de mercado pode ser maior do que o capital investido nos ativos existentes e o ROIC será subestimado (o denominador será maior do que deveria).
  1. Diferenças temporais – Outra pergunta que pode afetar esse calculo é o momento em que vamos calcular o valor do capital. O correto é utilizar o capital calculado no início do período medido. Por exemplo, se queremos analisar o ROIC do ano 2015, utilizaremos 31/12/2014 como data base do valor do capital investido. Partimos do pressuposto que investimento feito dentro do ano de exercício não vai começar a gerar retorno tão cedo. Vale ressaltar que alguns analistas preferem fazer a média entre o capital do início do período e do final dele.

Para um maior aprofundamento, recomendamos o artigo: Aswath Damodaran, Return on Capital (ROC), Return on Invested Capital (ROIC) and Return on Equity (ROE): Measures and Implications, Sten School of Business July 2007.

A Priority Partners é especialista em Business Plan e desenvolvimento de modelos para controlar a contabilidade de sua empresa. Conte com a gente!

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FCFE

Anteriormente discutimos o Fluxo de Caixa Livre para a Firma (FCFF). Na dica de hoje, vamos elaborar o assunto do Fluxo de Caixa Livre para os Acionistas (FCFE). O FCFF considera o fluxo de caixa para todos os credores da empresa (terceiros e acionistas), já o FCFE considera o fluxo de caixa que sobrou para os acionistas, depois dos pagamentos da(s) dívida(s) de terceiros (Bancos) e novas captações de empréstimos. Outra maneira em pensar no FCFE é no valor que a empresa pode considerar para distribuição de dividendos.

Há duas maneiras para calcular o FCFE. Uma delas é começar com a linha final do DRE (Lucro Líquido) e fazer as adaptações. A outra é começar com o NOPAT e fazer os ajustes necessários até obter o FCFE.

Vamos começar com o NOPAT e fazer alguns ajustes. Vamos relembrar a fórmula do FCFF:

FCFF = NOPAT + D – C (+/-) Δ CAG

O FCFE é obtido dessa forma:

FCFE = FCFF – P + N

Portanto,

FCFE = NOPAT + D – C (+/-) Δ CAG  – P + N, onde:

D = Depreciação

C = Investimentos (CAPEX)

Δ CAG = Variação de Capital de Giro

P = Pagamentos de dívidas bancárias

N = Novas captações de empréstimos

  • Depreciação – É necessário somar a depreciação de volta ao NOPAT, pois a depreciação é uma despesa sem desembolso de caixa.
  • Investimentos – Envolvem saídas de caixa que não aparecem no DRE. Portanto, não fazem parte do NOPAT e precisam ser tratados separadamente.
  • Variação de Capital de Giro – As variações nas contas patrimoniais que afetam o Capital de Giro e por consequência o fluxo de caixa, precisam ser somadas ou subtraídas ao FCFF conforme o caso.
  • Pagamentos de dívidas bancárias – Devido ao fato que só vai sobrar para acionistas o que restou após o pagamento da(s) dívida(s), é necessário abater esse valor do NOPAT para obter o FCFE.
  • Novas captações de empréstimos – Da mesma maneira, as novas captações precisam ser somadas ao FCFE.

A empresa XYZ

Para facilitar, vamos ao exemplo da nossa empresa XYZ:

FCFE XYZ

A empresa obteve um FCFE positivo de 790,00. Com isso, ela poderá considerar distribuição de dividendos, recompra das ações dela no mercado (no caso de uma empresa de capital aberto) etc. Os 34% representam os impostos médios, que totalizam 510,00.

Nos modelos de Valuation, o FCFE futuro mede o que os acionistas vão receber durante o período considerado (normalmente durante 5 anos). O valor do EQUITY (e não da empresa como um todo) é obtido calculando-se o Valor Presente Líquido do FCFE descontado pelo custo do capital próprio. Um erro recorrente na avaliação de empresas é descontar o FCFE pelo WACC. O WACC é uma média ponderada do custo de capital próprio e de terceiros, e o FCFE já é liquido dos pagamentos sobre a dívida dos bancos. Portanto, descontar o FCFE pelo WACC seria um erro que pode levar a um resultado bem diferente do que o valor presente do EQUITY.

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Conciliação Bancária IIContinuando o post anterior, temos mais algumas observações importantes a respeito dos créditos.

Ao tratar da conciliação de cartões de crédito ou débito, temos que nos atentar que há pelo menos 4 informações que precisam estar em total sintonia:

  • O total vendido nessa modalidade (obtido através do somatório dos comprovantes que ficam em poder do estabelecimento ou de um totalizador que pode ser emitido no fim do dia no POS).
  • O total vendido informado no site da administradora de cartões, que deve ser exatamente igual ao item 1.
  • O total que a administradora informa que será creditado no banco a partir das vendas realizadas.
  • O total creditado no banco nas datas informadas no item acima.

As empresas normalmente não fazem a checagem neste nível de detalhamento, o que possibilita haver erros e divergências entre o valor esperado e o valor creditado (muitas vezes nem se sabe o valor esperado, tornando impossível a tarefa de conciliação). Isso se dá pelo fato das administradoras muitas vezes debitarem tarifas (algumas até discutíveis) no valor das parcelas dos cartões ou ainda pelo chargeback, que é o cancelamento de uma venda feita com cartão de débito ou crédito. Normalmente ele acontece por dois motivos:

  • O não reconhecimento da compra por parte do cliente;
  • Quando, por algum motivo, a transação não obedece aos regulamentos previstos em contrato.

Em outras palavras, a venda ocorre normalmente e depois descobre-se que o crédito não será realizado pois a compra foi considerada inválida. Caso o valor já tenha sido creditado para a empresa, ele é estornado/debitado.

Sem um devido controle, a empresa muitas vezes nem consegue saber que ocorreram estes casos e fica no prejuízo. Por isso, há programas no mercado para facilitar a tarefa de conciliação de cartões, normalmente utilizados por empresas que possuem grande movimentação desta forma de pagamento.

Vamos agora abordar os débitos:

Pagamentos Diversos

Este item engloba as despesas recorrentes (despesas fixas), despesas variáveis, pagamentos a fornecedores, entre outros. Normalmente são todos previstos e registrados em sistema, ainda que como previstos. Sua quitação correta no dia efetivo do pagamento torna a atividade da conciliação facilitada.

Tarifas Gerais

Algumas tarifas bancárias são mensais com data fixa para débito e outras podem ser inesperadas, como renovação de limite de crédito e atualização cadastral. Quanto mais “preparado” o sistema estiver, mais fácil será conciliar.

Juros e parcelas de empréstimos

Também são débitos previstos e podem ser previamente registrados, seguindo a mesma orientação dos tipos acima.

Tratamento Contábil

Muitas empresas possuem um departamento contábil internalizado, normalmente as que estão enquadradas do regime de Lucro Real. Nestes casos, há mais uma preocupação na conciliação: além do saldo em sistema e do banco, o saldo contábil também precisa estar conciliado, com todos os eventos econômicos devidamente registrados. Para as empresas que possuem contabilidade terceirizada, a preocupação é que toda informação chegue clara e correta nas mãos do contador para que ele possa registrar os lançamentos contábeis e também realizar a conciliação. Chamamos este processo de “bater o saldo contábil com o extracontábil”.

Os gestores financeiros devem conferir a conciliação bancária diariamente, pois estamos tratando de um importante ativo das empresas e fonte possível de atos ilícitos por parte de funcionários. A mesma importância deve ser dada aos estoques.

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Conciliação Bancária I

As empresas possuem diversos tipos de ativos, entre eles os estoques e suas disponibilidades de caixa (tesouraria). Sabemos que é fundamental conferirmos se o saldo físico do estoque bate com o saldo em sistema (ou mesmo em planilhas, para empresas que possuem controles mais simples). De forma análoga, também precisamos criar controles para conferir se os saldos de caixa batem com os saldos em sistema. E quando falamos em saldos de caixa, estamos nos referindo tanto aos saldos bancários quanto aos saldos de “caixinha” (em espécie) que a empresa mantenha. A essa criação de controles, costumamos chamar de Conciliação Bancária. Por ser um assunto muito extenso, vamos fazer a postagem em duas partes.

Essa atividade faz parte das tarefas do Departamento Financeiro, e envolve os setores de CAP (Contas a Pagar) e de CAR (Contas a Receber). Quando estamos falando de bancos, há muitas movimentações possíveis a conciliar:

  • CRÉDITOS: cartões de crédito, cartões de débito, vale refeição e alimentação, boletos bancários, depósitos de clientes (em dinheiro, cheque, TED ou DOC), juros sobre aplicações, estorno de tarifas, captação de empréstimos etc.
  • DÉBITOS: pagamentos diversos, tarifas gerais, juros, parcela de empréstimos etc.

Informações importantes para conciliação

Neste primeiro momento, vamos abordar somente os créditos e suas peculiaridades. Muitos sistemas possuem módulos especiais de conciliação. Os bancos normalmente possuem arquivos que podem ser importados pelos sistemas e o módulo trata de conciliar os créditos e débitos em aberto de acordo com o arquivo importado.

Porém, para que atividade seja feita de forma correta e rápida, é necessário que o sistema esteja “preparado” para fazer a conciliação, ou seja, que os créditos e débitos já estejam previamente registrados. Cada uma dessas movimentações deverá receber um tratamento diferente no ato da conciliação, pois apresentam-se de formas diferentes em um sistema de controle. Vamos abordar os principais casos a seguir.

Cartões de Crédito e Débito

Para estes casos, há de se considerar que a administradora de cartões faz os créditos em conta a partir de condições pré-determinadas em contrato, como prazo de pagamento, taxas administrativas, aluguel de máquinas POS, entre outros. Portanto, o sistema deve estar configurado para registrar as vendas em cartão, nos vencimentos corretos e com os valores líquidos (já descontadas as taxas administrativas). Essa configuração vai ajudar muito na tarefa de conciliação, ainda mais quando se tratar de empresas com grande movimentação desta forma de pagamento.

Vale Refeição e Alimentação

As mesmas premissas dos cartões de crédito e débito valem para os vales refeição e alimentação. Há várias condições pré-determinadas em contrato que devem ser premissas para as parametrizações do sistema, no intuito do registro do CAR ser o mais correto possível e auxiliar na tarefa de conciliação.

Boletos ou Títulos Bancários

É muito comum a emissão de boletos bancários para que os clientes possam efetuar os pagamentos de suas compras. Esta opção pode ser encontrada em sites eletrônicos, vendas por televendas, entre outros. Quando o volume de transações começa a aumentar muito, o correto registro em sistema torna-se vital para o controle efetivo dos créditos. Há um relatório que os bancos emitem chamado “francesinha”, onde os créditos são listados de forma analítica. A análise deste relatório é fundamental pois normalmente os bancos fazem um único lançamento de crédito totalizando os boletos pagos no dia. Somente com este relatório analítico é possível verificar se todos os boletos (títulos) que estavam em aberto para aquela data realmente foram pagos (baixados). Vale ressaltar que os bancos normalmente cobram taxas de compensação destes boletos, que também devem ser registradas para fins de conciliação.

Depósitos de Clientes

Outra modalidade bastante comum que também necessita de tratamento especial, pois diferentemente dos boletos, os depósitos são individualizados e devem estar sinalizados no sistema como tal para que possam ser devidamente baixados quando ocorre o pagamento por parte do cliente. A data acordada (vencimento) deve ser previamente registrada para auxiliar na tarefa de conciliação.

Outros créditos

Por fim, há ainda outras movimentações de créditos nas contas bancárias, como juros sobre aplicações, estorno de tarifas ou empréstimos captados. Alguns destes podem ser previstos e lançados no sistema, outros são verificados somente no dia que são lançados no banco. Independente do caso, devem ser registrados em sistema para que o saldo bancário bata com o saldo em sistema.

A conciliação do caixinha (espécie) deve seguir a mesma lógica da conciliação bancária. A recomendação é que se faça um “extrato” em planilha eletrônica para que se tenha um relatório similar ao extrato bancário e a partir deste seja feita a conciliação com o sistema, a partir do correto registro das informações.

Mais informações no próximo post! Aguardem!

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FCFF

Hoje vamos falar sobre mais um indicador de desempenho muito utilizado na avaliação de empresas, o Fluxo de Caixa Livre para a Firma (FCFF). Como o próprio nome sugere, trata-se de um indicador que mede o dinheiro disponível para todos os credores da empresa (Acionistas e Terceiros).

Para obter o FCFF, vamos começar com o NOPAT, que significa o lucro operacional da empresa. Agora, vamos fazer três ajustes ao NOPAT da seguinte maneira:

FCFF = NOPAT + Depreciação – Investimento(CAPEX) (+/-) Variação de Capital de Giro

  • Depreciação – É necessário somar a depreciação de volta ao NOPAT pois ela é uma despesa que não apresenta desembolso de caixa.
  • Investimento (CAPEX) – Envolvem saídas de caixa que não aparecem no DRE, portanto, não fazem parte do NOPAT e precisam ser tratados separadamente.
  • Variação de Capital de Giro – As variações nas contas patrimoniais que afetam o Capital de Giro e por consequência o fluxo de caixa, precisam ser somadas ou subtraídas ao FCFF conforme o caso.

Para facilitar, vamos ao exemplo da nossa empresa XYZ:

FCFF XYZ

A empresa XYZ obteve um Fluxo de Caixa livre para a Firma (FCFF) positivo de 810,00. Com isso, ela poderá quitar as suas dívidas tanto com os terceiros quanto com os acionistas (que esperam retorno sobre o capital investido). Os 34% representam os impostos médios, que totalizaram 510,00.

Utilização do FCFF

O FCFF é bastante utilizado para calcular o valor das empresas. Ele é obtido calculando-se o Valor Presente Líquido do FCFF descontado pelo Custo Médio Ponderado de Capital (WACC). Devido ao fato do FCFF ser obtido antes do pagamento da dívida bancária, ele também é considerado como Fluxo Desalavancado. Vale ressaltar que esse fluxo não leva em consideração qualquer benefício de imposto devido aos pagamentos dos juros sobre a dívida. O motivo é simples: no cálculo do WACC, já consideramos esse benefício na hora de calcular o custo de capital de terceiros e incluí-lo nesse fluxo seria errado em função de duplicidade.

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EVA

As empresas geram riqueza quando o retorno gerado pela atividade é maior do que o custo do capital investido pelos acionistas. O EVA ou em português Valor Econômico Agregado, é uma estimativa do LUCRO ECONÔMICO de uma empresa que supera as expectativas de ganho dos acionistas. Diferentemente do Lucro Líquido (que somente considera os juros pagos pelas dívidas), o EVA leva em consideração também os juros sobre o capital investido pelos acionistas. O EVA foi desenvolvido pela consultoria Stern Stewart & CO e foi bastante utilizado nos anos 90, sendo adotado por empresas como: COCA COLA, GE and SIEMENS.  A ideia é bastante simples: o EVA mede a diferença entre o NOPAT (Lucro Operacional menos Impostos) e o retorno esperado pelos acionistas, que é o custo de oportunidade ou expectativa de lucro dos acionistas. Ele pode ser apresentado pela seguinte fórmula:

EVA = NOPAT – Capital Investido x rk

Onde:

rk  = WACC

Também podemos pensar no EVA de uma outra maneira. O Retorno sobre o Capital (líquido de impostos) é calculado através da seguinte fórmula:

ROC = NOPAT / Capital Investido

Vamos então substituir o NOPAT na fórmula acima e assim obter:

EVA = Capital Investido x ROC – Capital Investido x WACC

Agora é fácil chegar em:

EVA = (ROC – WACC) * Capital Investido

Dessa forma, podemos apresentar o EVA como a diferença entre o retorno sobre capital (ROC) e o custo médio de capital (WACC) multiplicado pelo Capital Investido. Observando a fórmula, notamos que o mesmo só será positivo quando o retorno for maior que o custo do capital (ROC > WACC).

As empresas normalmente objetivam que o retorno sobre os seus ativos seja maior do que o custo de capital e é exatamente isso o que o EVA mede, ou seja, é um importante indicador de performance. Veja mais sobre este assunto clicando aqui.

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NOPATO NOPAT (Net Operating Profit After Taxes), também conhecido como NOPLAT (Net Operating Profit Less Adjusted Taxes) é um importante indicador na avaliação de empresas. Na teoria, este indicador mede o valor que poderia ser distribuído aos acionistas se a empresa não possuísse nenhuma dívida.  A origem desse indicador é o EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) que é o “primo” do EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization), discutido anteriormente em um de nossos posts. Para ler novamente, clique aqui. Para calcular o NOPAT, é necessário descontar os tributos sobre a renda (IR e CSLL), da seguinte maneira:

NOPAT = EBIT x ( 1 – t )

Onde:

  • EBIT = LAJIR = Lucro Antes dos Juros e Impostos de Renda
  • t = Alíquota de IR e CSLL

Vamos analisar o DRE da empresa XYZ que está na figura abaixo:

Nopat DRE

Neste caso, o DRE é bem simplificado e o Lucro Operacional é igual ao EBIT. Para calcular o NOPAT, vamos multiplicar o valor de R$ 2.700,00 por um menos a alíquota de IR e CSLL (nesse exemplo 34%). Então, NOPAT = R$ 2.700,00 * (1-34%) = R$ 1.782,00.

Algumas Considerações

Note que esse valor não leva em consideração qualquer pagamento de juros sobre a dívida (que pode ser notada no DRE na linha de pagamento de Juros), ou seja, ele desconsidera qualquer alavancagem financeira e facilita a comparação entre empresas com estruturas diferentes de capital. O Lucro Líquido já leva em consideração qualquer despesa dedutível e é afetado pelo tamanho da dívida. O NOPAT examina qual é o resultado operacional da empresa menos os impostos teóricos sobre ele (como se não houvesse nenhuma dívida, portanto, a linha de Juros estaria zerada).

Sem considerar as diferenças entre Regime de Caixa e Regime de Competência, esse indicador é uma boa aproximação da capacidade da empresa para gerar caixa e ele serve como base para calcular o FCFF (Free Cash Flow to Firm ou Fluxo de Caixa Livre para a Firma) e EVA (Valor Econômico Adicionado). Abordaremos mais sobre estes assuntos em dicas futuras.

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CAPConceitualmente, o termo Contas a Pagar (CAP) refere-se às obrigações financeiras que uma empresa assume perante seus fornecedores. Qualquer aquisição a prazo de bens, produtos, insumos ou serviços gera um CAP que deverá ser pago até o vencimento combinado entre as partes. Quando os pagamentos são a prazo, cria-se uma necessidade de controle por parte do setor financeiro e contábil, pois é gerado um saldo de Contas a Pagar, que é um passivo corrente do balanço patrimonial. Esse saldo deve ser quitado na medida em que as obrigações em aberto vão sendo pagas.

O CAP depende de dois fatores: o volume das aquisições e o prazo concedido pelos fornecedores. Ele aumenta à medida que aumentam as aquisições e o prazo médio de pagamento. O CAP engloba tantos títulos vencidos (situação não ideal, pois pode gerar multas, juros e interrupção da prestação do serviço ou da entrega de insumos, por exemplo) quanto títulos a vencer. Quando a empresa efetua o pagamento, deve-se registrá-lo corretamente no financeiro e na contabilidade. Este processo é chamado de “Baixa do CAP”, e pode ser bem complexo em empresas com grande volume de compras e de utilização de serviços de terceiros, requerendo um ótimo controle por parte do setor de controladoria.

O conceito de prazo médio

É muito comum as empresas quererem controlar o prazo médio do seu CAP. Essa informação permite uma visão global (inclusive da Necessidade de Capital de Giro, que trataremos em outra oportunidade) e a qualidade do processo de pagamentos dos títulos. Basicamente, para se obter o prazo médio utilizamos a seguinte fórmula:

Fórmula PM

Sendo:

  • Valor Médio do CAP – obtido através da média dos saldos contábeis do CAP no período analisado (em meses).
  • Valor Médio das Compras no mês – Obtido através de 2 modos: ou pelo Setor Financeiro (lembrando que é o valor líquido, descontado dos impostos). A outra forma é através da fórmula: C = EF – EI + CMV, onde:
  • C = Compras
  • EF = Estoque Final do mês vigente
  • EI = Estoque Inicial do mês vigente
  • CMV = Custo da Mercadoria Vendida (Líquido)

Aging

O conceito de Aging já foi discutido anteriormente na dica do Contas a Receber (CAR) e aplica-se ao CAP de maneira semelhante. Para acessar novamente este post e relembrar o conceito, clique aqui.

Dicas úteis

Para você que precisa organizar o CAP de sua empresa, aqui vão algumas dicas importantes:

  1. Mantenha seu cadastro de Fornecedores sempre atualizado. Isso vai ajudá-lo no processo de Compras.
  2. Registre corretamente seu CAP, seja em planilha ou em um sistema dedicado. A falta de conhecimento dos compromissos assumidos é bastante recorrente nas empresas, devido a falhas no processo de registro.
  3. Pague seu CAP em dia. Evitar multas e juros significa mais dinheiro em caixa e menos dor de cabeça. Manter o status de bom pagador é sempre melhor na hora de negociar novas Compras.
  4. Em caso de dificuldades financeiras, renegocie! – Não espere a “bomba estourar”, antecipe o período de dificuldades e renegocie o quanto antes.

Gerenciar o CAP é um processo importante e muitas vezes complexo. A Priority Partners possui vasta experiência nessa área, utilizando modelos financeiros avançados que permitem a melhor tomada da decisão. Conte com a gente!

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Hedge Cambial

A crise no Brasil é uma realidade que não parece ser passageira. Essa crise causou uma variação muito significativa no valor do Real frente ao Dólar Americano. Conforme mostra o gráfico abaixo, a moeda americana valorizou em torno de 80% desde setembro do ano passado (2,23 USD/BRL) e está cotado no momento em 3,97 USD/BRL.

Gráfico Hedge

Fonte: Yahoo Finanças

A valorização acelerada do dólar afetou as empresas que importam mercadorias, pois a moeda usada na importação é normalmente o dólar. A operação de Hedge Cambial ajuda as empresas importadoras a reduzir o risco de uma súbita variação no valor do dólar. Na dica de hoje, vamos ver como essa operação funciona.

Exemplificando: A empresa XYZ

Vamos tomar como exemplo uma empresa XYZ, que é uma importadora brasileira de máquinas dos EUA e acabou de comprar um equipamento no valor de US$100.000,00. Esse equipamento será pago daqui a 60 dias, quando ocorrerá a entrega. Caso o valor do dólar no dia da compra seja 3,50 R$/US$, o valor do equipamento em reais no dia da compra será de 3,50 * US$100.000,00 = R$350.000,00. Se o valor do dólar aumentar em 10% nesses 60 dias (entre a data da compra e a data da entrega), o valor que a empresa terá que desembolsar será de 3,85 * US$100.000,00 = R$385.000,00. Ou seja, em 2 meses, o equipamento ficaria R$ 35.000,00 mais caro somente pela variação da moeda!

Formas de Proteção

Felizmente, há maneiras para a empresa XYZ se precaver e se proteger. O mais simples é comprar o valor de US$100.000,00 no mercado, pagando os R$350.000,00 no dia da compra. Retendo o ativo em dólar, o aumento da taxa de câmbio aumentará o valor do ativo e assim a empresa estará protegida pela variação da moeda. A grande desvantagem de comprar antecipadamente a moeda é a necessidade de desembolsar à vista o valor integral da compra, 60 dias antes do vencimento, o que pode causar graves problemas no fluxo de caixa da empresa.

Um modo mais barato para a empresa se proteger é o contrato futuro. Nesse caso, nossa importadora XYZ, que tem uma dívida futura em dólar e quer se prevenir de uma eventual alta da moeda, pode negociar um contrato futuro na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e garantir que, em uma data futura (60 dias após a compra do equipamento), poderá comprar os US$100.000,00 a uma determinada cotação pré-fixada. Esse contrato chama-se Long Hedge ou Posição Comprada.

Se o dólar subir e ultrapassar a cotação fixada no contrato futuro, a empresa não sofrerá qualquer prejuízo, pois terá direito a comprar a moeda na taxa pré-fixada. Operações como essa na BM&F, têm um custo e requerem uma margem de garantia (segurança) de 15% do valor do contrato para garantir o cumprimento do mesmo. Quando as posições forem encerradas, a margem de garantia é devolvida.

Há também outra forma de proteção que é o Swap Cambial, que estabelece um acordo onde duas partes possam trocar (Swap, em inglês) o risco de uma posição ativa (créditos a receber) ou passiva (débitos a quitar), em data futura, de acordo com algumas condições preestabelecidas. No nosso exemplo anterior, a empresa XYZ possui uma posição passiva em Dólar em ativa em Real e poderia fazer um Swap Cambial com uma empresa exportadora, que possua uma posição ativa em Dólar e passiva em Reais. Normalmente estas operações são realizadas através de instituições financeiras e também possuem custos agregados.

Se a sua empresa precisa se proteger das variações cambiais, consulte a Priority Partners. Nossos especialistas em finanças vão achar a melhor solução para você.

Boa semana e fica a dica!

Equipe Priority Partners.

www.p1p.com.br

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