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Hedge Cambial

Hedge Cambial

A crise no Brasil é uma realidade que não parece ser passageira. Essa crise causou uma variação muito significativa no valor do Real frente ao Dólar Americano. Conforme mostra o gráfico abaixo, a moeda americana valorizou em torno de 80% desde setembro do ano passado (2,23 USD/BRL) e está cotado no momento em 3,97 USD/BRL.

Gráfico Hedge

Fonte: Yahoo Finanças

A valorização acelerada do dólar afetou as empresas que importam mercadorias, pois a moeda usada na importação é normalmente o dólar. A operação de Hedge Cambial ajuda as empresas importadoras a reduzir o risco de uma súbita variação no valor do dólar. Na dica de hoje, vamos ver como essa operação funciona.

Exemplificando: A empresa XYZ

Vamos tomar como exemplo uma empresa XYZ, que é uma importadora brasileira de máquinas dos EUA e acabou de comprar um equipamento no valor de US$100.000,00. Esse equipamento será pago daqui a 60 dias, quando ocorrerá a entrega. Caso o valor do dólar no dia da compra seja 3,50 R$/US$, o valor do equipamento em reais no dia da compra será de 3,50 * US$100.000,00 = R$350.000,00. Se o valor do dólar aumentar em 10% nesses 60 dias (entre a data da compra e a data da entrega), o valor que a empresa terá que desembolsar será de 3,85 * US$100.000,00 = R$385.000,00. Ou seja, em 2 meses, o equipamento ficaria R$ 35.000,00 mais caro somente pela variação da moeda!

Formas de Proteção

Felizmente, há maneiras para a empresa XYZ se precaver e se proteger. O mais simples é comprar o valor de US$100.000,00 no mercado, pagando os R$350.000,00 no dia da compra. Retendo o ativo em dólar, o aumento da taxa de câmbio aumentará o valor do ativo e assim a empresa estará protegida pela variação da moeda. A grande desvantagem de comprar antecipadamente a moeda é a necessidade de desembolsar à vista o valor integral da compra, 60 dias antes do vencimento, o que pode causar graves problemas no fluxo de caixa da empresa.

Um modo mais barato para a empresa se proteger é o contrato futuro. Nesse caso, nossa importadora XYZ, que tem uma dívida futura em dólar e quer se prevenir de uma eventual alta da moeda, pode negociar um contrato futuro na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e garantir que, em uma data futura (60 dias após a compra do equipamento), poderá comprar os US$100.000,00 a uma determinada cotação pré-fixada. Esse contrato chama-se Long Hedge ou Posição Comprada.

Se o dólar subir e ultrapassar a cotação fixada no contrato futuro, a empresa não sofrerá qualquer prejuízo, pois terá direito a comprar a moeda na taxa pré-fixada. Operações como essa na BM&F, têm um custo e requerem uma margem de garantia (segurança) de 15% do valor do contrato para garantir o cumprimento do mesmo. Quando as posições forem encerradas, a margem de garantia é devolvida.

Há também outra forma de proteção que é o Swap Cambial, que estabelece um acordo onde duas partes possam trocar (Swap, em inglês) o risco de uma posição ativa (créditos a receber) ou passiva (débitos a quitar), em data futura, de acordo com algumas condições preestabelecidas. No nosso exemplo anterior, a empresa XYZ possui uma posição passiva em Dólar em ativa em Real e poderia fazer um Swap Cambial com uma empresa exportadora, que possua uma posição ativa em Dólar e passiva em Reais. Normalmente estas operações são realizadas através de instituições financeiras e também possuem custos agregados.

Se a sua empresa precisa se proteger das variações cambiais, consulte a Priority Partners. Nossos especialistas em finanças vão achar a melhor solução para você.

Boa semana e fica a dica!

Equipe Priority Partners.

www.p1p.com.br

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