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Apesar de termos prometido uma trilogia sobre os Dashboards, vários comentários foram feitos e um deles foi uma solicitação para escrevermos uma orientação sobre qual gráfico seria o ideal para apresentar uma determinada informação. Essa dica também está baseada na informação adquirida no curso online que os sócios participaram (www.MyOnlineTrainingHub.com), e fomos autorizados a compartilhá-las com nossos leitores.

Vamos então à nossa dica de hoje:

De acordo com Stephen Few, fundador da Perceptual Edge (www.perceptualedge.com), há 7 tipos de mensagens quantitativas que podem ser mostradas graficamente:

  • Comparação nominal – comparação de departamentos, produtos etc.
  • Série temporal – uma tendência temporal.
  • Ranking – Maior para o menor ou menor para o maior.
  • Partes do inteiro – Real Vs. Projetado, Venda de Departamento Vs Total de vendas.
  • Desvio – Dados fora da uma determinada faixa ou intervalo.
  • Distribuição de frequência – contagem de dados por intervalo.
  • Correlação – comparação entre bases de dados para tentar achar uma relação.

Uma vez que já se sabe qual é a mensagem a ser transmitida, você deve escolher a melhor maneira para apresentá-la graficamente. Veja abaixo os tipos e as formas de apresentação mais adequadas:

  • Comparação nominal – Colunas ou gráfico de barras.
  • Série temporal:
    1. Linha – com foco no padrão geral.
    2. Barra – Para focar numa ocorrência individual.
  • Ranking – Gráfico de barra.
  • Partes do inteiro – Gráfico de bullet ou Barra.
  • Desvio – Gráfico de linha com um intervalo de tolerância.
  • Distribuição de frequência – Histograma ou gráfico de colunas.
  • Correlação – Gráfico de dispersão, com ou sem uma linha de tendência.

Há mais um tipo de gráfico bastante utilizado para descrever a formação de um determinado valor através de um gráfico de barras que se chama waterfall. No exemplo abaixo, vemos uma apresentação de formação do indicador EBITDA.

 Dashboards IVa

Provavelmente em um Dashboard será necessária a utilização de mais de um tipo de gráfico, e saber escolher o gráfico mais adequado é a arte da montagem e apresentação do mesmo. A Priority Partners é especialista na criação de ferramentas de controle e apresentação de indicadores em Dashboards. Conte com a gente!

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Dashboards III

O post de hoje é uma continuação do anterior e seguimos revelando as demais dicas de apresentação de Dashboards. Aproveite!

Formatação

  1. Coloque sempre seus dados mais importantes no canto superior esquerdo do Dashboard.
  2. Utilize as mesmas cores somente para dados que estejam relacionados. Não confunda o usuário!
  3. Se você não possui DNA de designer, inspire-se nas cores padrão da sua empresa. Porém, se elas são em tom brilhante ou negrito, prefira os tons pastéis.
  4. Se ainda tiver dúvidas, utilize tons de cinza, mas não 50!
  5. Em um gráfico de linhas, dê preferência para os rótulos em relação às legendas abaixo do gráfico.
  6. Se você utilizou rótulos de linhas nos seus gráficos de linhas, abandone as linhas de grade. Só vai poluir o ambiente!
  7. Se precisar usar linhas de grade ou marcas de escala, utilize tons pálidos ou linhas cinzas tracejadas.
  8. Verifique se os seus rótulos não estão poluindo o gráfico. Considere rotular apenas o primeiro e o último ou o ponto mais alto e o mais baixo, e assim por diante.
  9. Você não precisa utilizar bordas pretas em torno dos seus gráficos para separá-los. Ao invés disso, simplesmente deixe um espaço em branco e alinhe seus gráficos ou tabelas para criar “quadros” ao redor do conteúdo.
  10. Agrupe em seu Dashboard os gráficos e tabelas que possuem relação. Proximidade, formatação comum ou até mesmo uma linha divisória cinza bem sutil já é suficiente para mostrar que eles estão agrupados.
  11. Utilize as cores mais escuras para as informações mais importantes, que são geralmente os números em suas tabelas ou linhas/colunas/pontos em seus gráficos. Use sempre tons mais claros para títulos de gráficos, etiquetas de eixos e linhas de grade.
  12. Utilize uma cor adequada para realçar uma informação importante. Por exemplo, em gráficos interativos, onde o leitor pode selecionar a região de focar, destacar a série com uma cor diferente do resto.
  13. Fundos escuros podem parecer bonitos, mas eles desviam a atenção da mensagem. Branco é o novo preto quando tratamos de Dashboards.
  14. Limite o número de tipos de letra. Dois já é quase um exagero! O ideal é uma fonte para títulos e outra para o resto. Não esqueça que você pode usar o dimensionamento da fonte para diferenciar títulos, mas não exagere! E, a propósito, “Comic Sans” não é bem-vinda nas empresas. Você pode utilizá-la nos convites de aniversário dos seus filhos! Boas fontes para usar são Calibri, Tahoma, Verdana, Helvetica, sendo Arial a preferencial.
  15. Não faça as pessoas curvarem a cabeça para ler os rótulos de eixo. Por exemplo, abrevie os meses com as iniciais J, F, M, A, M, J, etc e mantenha-os na horizontal.
  16. O eixo dos gráficos de barra ou colunas deve sempre passar pelo zero. Iniciar seu eixo acima do zero pode confundir o seu leitor. Pode até fazer com que o visual do seu gráfico fique mais atraente, mas quando o leitor percebe o engano, você vai se ver em apuros!
  17. Títulos de gráficos não precisam ser “chatos”. Use-os adequadamente para fazer uma declaração clara sobre os resultados do gráfico.
  18. Pizzas são para comer! Gráficos de pizza devem ocupar um lugar muito limitado no seu Dashboard. Não são didáticos e muitas vezes confundem mais do que informam, ainda mais quando são várias “fatias” de pizza!

Atalhos para formatação em Excel

  1. Para selecionar todos os gráficos (e objetos), selecione um deles e pressione CTRL + A para selecionar todos.
  2. Utilize a ferramenta “Alinhar” para alinhar seus gráficos. Selecione um gráfico ou vários gráficos para revelar a guia Ferramentas de Desenho. Para selecionar vários gráficos, clique em um deles e, em seguida, mantenha pressionada a tecla SHIFT para selecionar os demais.
  3. Para mover gráficos usando as teclas de seta, basta manter pressionada a tecla CTRL e clicar com o lado esquerdo do mouse no gráfico. Você verá 4 pequenos círculos que indicam que o gráfico está selecionado e então você poderá movê-lo com as teclas de seta.

Esperamos que tenha curtido estas dicas! Faça seus comentários!

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Dashboards II

Conforme prometemos, após a introdução no post passado sobre os Dashboards (clique aqui para revê-lo)neste e no próximo post vamos revelar 30 dicas de como apresentá-los com qualidade. Para adquirir esse conhecimento, os sócios da Priority Partners participaram de um curso online (www.MyOnlineTrainingHub.com), onde essas dicas foram apresentadas e fomos autorizados a compartilhá-las com nossos leitores. Aqui vão elas:

Menos é mais

  1. O Excel possui uma grande quantidade de tipos de formatação, mas isso não quer dizer que você precise utilizar tudo que há disponível. Formatações como bordas chanfradas, preenchimentos de gradiente, efeitos 3D, várias cores e esquemas de cores “ousados” agem apenas como uma distração para o usuário.
  2. Se você está tentando transmitir várias mensagens em um gráfico, considere utilizar mais gráficos. Não confunda o usuário. Simplifique!
  3. Se você possui vários gráficos com os mesmos rótulos, alinhe-os e rotule-os uma vez somente.
  4. Mesmo considerando que você possua muitas informações, você deve utilizá-las essencialmente e com muito critério em seu relatório. Certifique-se que os dados utilizados são relevantes para o report global e que realmente ajudam na interpretação dos resultados.

Conheça o seu público

  1. O nível de informação e da apresentação dos gráficos precisa ser compatível com o público ao qual se deseja reportar.
  2. Conheça bem a informação a ser reportada e combine-a com o tipo certo de exibição, seja gráfico, tabela ou símbolos.

Dica: um gráfico nem sempre é o melhor método de comunicação. Às vezes, uma tabela é melhor, especialmente quando a informação necessita ser exata.

  1. Determine o objetivo do Dashboard e certifique-se de que responderá às perguntas relevantes e trará as respostas certas para os seus leitores.
  2. Se o seu público é composto somente por funcionários internos, você pode apresentar o Dashboard sem o logotipo da empresa. Você sabe para quem você trabalha!
  3. Caso o painel seja impresso, tenha certeza que ele se encaixará muito bem em uma página, seja no modo retrato ou paisagem. Não se esqueça de definir as configurações de impressão, incluindo informações no rodapé sobre a fonte dos dados, detalhes de contato e data de impressão. Caso ele seja visualizado na tela, certifique-se que não haverá necessidade de rolagem.

Continuaremos com as demais dicas no próximo post. Aguarde! Quer receber nossas dicas semanalmente? Inscreva-se no nosso blog: clique aqui e preencha os campos de nome e email “follow us” do lado direito da tela.

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Dashboards INa dica de hoje, vamos abordar mais um assunto muito importante no mundo dos negócios. É impossível falar de Dashboards sem falar em controle. Em vários posts anteriores, mencionamos o quão importante é o controle dentro das empresas. Ao abordarmos este assunto, estamos englobando:

  1. Controle de estoque – prazo médio, giro, estoque máximo e mínimo, ponto de pedido, etc.
  2. Controle financeiro – saldos bancários, dívidas, necessidade de capital de giro, prazo médio de pagamentos e recebimentos, % de lucratividade, etc.
  3. Controle contábil – índices do balanço patrimonial, EBITDA, margem, etc.
  4. Controle de Pessoas – índice de retenção de talentos, turnover (rotatividade de funcionários), capacitação e treinamento, folha de pagamentos, seus benefícios e impostos envolvidos.
  5. Controle Administrativo – gestão de ativos, gestão de contratos, gestão de seguros, etc.
  6. Controle de Produção – Valor de homem-hora, capacidade x ociosidade produtiva, gestão de gargalos e outros controles operacionais.

Cada segmento de negócio possui características bem específicas e faz-se necessário controlar a operação de forma plena, para que se possam alcançar os objetivos pretendidos, inclusive determinando metas a partir de resultados anteriores. Como já falamos bastante sobre ferramentas de controle, decidimos abordar o Dashboard, que nada mais é do que uma forma de visualizar graficamente os resultados obtidos de forma clara e didática.

Uma outra definição para o Dashboard é que ele representa uma exibição de conjuntos de dados relacionados e é geralmente utilizado para avaliação de desempenho, para se obter uma rápida verificação do status da empresa, monitorar o trabalho de acordo com as metas globais da empresa. Os Dashboards resumem os principais indicadores empresariais (mais relevantes a cada segmento de negócio), sendo sempre apresentados em documentos interativos, fáceis de usar e visualmente intuitivos.

Características dos Dashboards

Um Dashboard possui alguns atributos principais:

  • Fáceis de visualizar e bastante intuitivos;
  • Normalmente se encaixa em uma página;
  • Exibe principais tendências, comparações e dados de forma gráfica, normalmente sobre uma base de tempo;
  • Fornece ao usuário conclusões relevantes para que ele não precise fazer sua própria análise em torno dos dados;
  • Muitas vezes inclui recursos interativos, como listas suspensas e possibilidade de alteração no modo de exibição das informações;
  • Deve ser exibido de forma on-line, não impresso;
  • Deve ser sempre atualizado, para que a informação apresentada seja a mais relevante possível.

Apresentação dos Dashboards

Há vários aplicativos para apresentação de Dashboards: Tableau, Qlik View ou SpotFire, mas, normalmente, são utilizadas planilhas de Excel, pela facilidade com que este programa tem em gerenciar tabelas, consolidar dados e montar gráficos específicos. Podem ser utilizadas tabelas ou gráficos dinâmicos, que permitem ao usuário interagir com as informações, seja alterando a base de tempo ou o índice a ser medido (com listas suspensas). Existem ainda gráficos em forma de painéis semelhantes aos medidores de combustíveis dos veículos, para indicar a posição de uma medida (por exemplo, o nível de estoque).

Abaixo podemos ver alguns exemplos de Dashboards:

Modelos Dashboards

Por ser um assunto bastante extenso, nos próximos 2 posts, vamos revelar 30 dicas de como elaborar um Dashboard de qualidade para apresentação na sua empresa.

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5 benefícios de um sistema de gestão financeira

A dica de hoje é da Artsoft Sistemas, nossa parceira de negócios, Curtam esse post!

A gestão financeira é um dos pilares de qualquer empresa. O planejamento e análise do caixa podem, definitivamente, decretar o sucesso ou o fracasso do empreendimento. Por isso mesmo, investir em tecnologias que otimizem a gestão financeira é um gasto que certamente rende boas vantagens. Se interessou? Então veja agora mesmo quais são os maiores benefícios que um sistema de gestão financeira pode trazer para sua empresa:

Otimização de operações financeiras

Muitos departamentos financeiros de PMEs perdem horas e mais horas de esforço na quitação da folha de pagamento, das contas e de outras despesas fixas. Um software de gestão financeira executa essa função rápida e precisamente. Se quiser, o sistema também pode informar, mês a mês, se os gastos fixos aumentaram ou diminuíram. Tudo isso de forma organizada e intuitiva. Assim, você terá mais tempo para estudar formas mais eficazes de aumentar o lucro do negócio, fazer o controle financeiro e ainda elaborar o melhor planejamento financeiro possível.

Precisão cirúrgica

Abandone de uma vez por todas as anotações em pedaços de papel. Esse costume equivocado faz com que informações importantes possam ser perdidas e ainda confundir você e sua equipe no momento de fechar o balanço. Um software de gestão financeira armazena didaticamente os dados e facilita o acesso dos profissionais da sua empresa.

Um bom software propicia uma visão panorâmica das informações ao integrá-las em um único lugar. Dessa forma, fica mais fácil analisar como andam as finanças do seu negócio e entender quais setores necessitam cortar gastos, por exemplo. Você diminui a margem de erro no fluxo de caixa e, consequentemente, no seu planejamento financeiro.

Acessibilidade dos relatórios

Qualquer funcionário do estabelecimento fica apto a acessar as informações necessárias à boa execução do trabalho. O profissional de vendas, por exemplo, pode diagnosticar em poucos minutos como anda a produtividade do seu setor. Relatórios sobre número de vendas, atendimentos realizados e faturamento estarão disponíveis a um clique.

Essa característica permite uma autonomia e algo ainda mais importante: a colaboração entre os departamentos. Os colaboradores podem se sentir mais proativos e sugerir melhorias para que o negócio cresça.

Controle minucioso do estoque

Se existe um setor no qual boa parte do dinheiro costuma descer ralo abaixo é o estoque. O pior é que isso ocorre muitas vezes inadvertidamente em uma PME. Um software de gestão financeira exorciza esse fantasma ao agilizar e conferir com exatidão todo o processo de estocagem.

Você pode visualizar o estoque sempre que precisar. As baixas podem ser relatadas automaticamente, assim como a aquisição de produtos de reposição. Até o sistema de compras é otimizado graças à possibilidade de emissão de notas fiscais eletrônicas.

Diminuição de riscos na gestão financeira

A precisão e a acessibilidade garantem que o risco de descumprimento de obrigações financeiras seja evitado. As chances de pagamentos atrasados praticamente inexiste, assim como problemas fiscais. Portanto, desaparecem também os custos com juros após o vencimento de prazos e eventuais problemas na justiça.

As interpretações errôneas dos dados também acabam com o auxílio de um bom software de gestão financeira. Isso porque ele é capaz de gerar relatórios globais e específicos sobre as finanças da sua empresa.

Entendeu como um software de gestão financeira pode trazer inúmeros benefícios para o seu negócio? Se você está interessado nesse tipo de solução, conheça os serviços oferecidos pela Artsoft!

A Priority Partners é especialista em criar modelos de controles gerenciais a partir das informações de software de gestão, além de planejar e auxiliar no processo decisório estratégico de sua empresa. Conte com a gente!

Fica a dica!

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Return-On-Invested-Capital_1.1 Qualquer empresa precisa investir em ativos que vão gerar retorno para seus acionistas. O dinheiro investido pode ser tanto do próprio acionista (Capital Próprio) ou de Terceiros (Capital de Terceiros). Mas como o empresário pode saber qual é o retorno sobre os investimentos? Como ele pode garantir que o custo do dinheiro investido não é maior do que o retorno que os ativos da sua empresa geram? Vamos tentar responder a estas perguntas nessa dica.

Para calcular o ROIC, vamos utilizar as informações apuradas nas demonstrações contábeis da empresa (DRE e Balanço Patrimonial). A fórmula mestre do ROIC é:

ROIC = NOPAT / Valor Contábil do Capital Investido

Vamos analisar e explicar essa fórmula:

  1. O NOPAT é a receita operacional da empresa menos os impostos hipotéticos sobre a mesma. Mas porque usamos o NOPAT e não o Lucro Líquido para o cálculo do ROIC? O motivo é simples: o retorno sobre o capital tem como objetivo medir o retorno sobre o capital total da empresa. O lucro líquido mede o retorno para os acionistas já descontados quaisquer pagamentos de juros e assim deixaremos de fora o retorno sobre o Capital de Terceiros. Portanto, o correto é utilizar a receita operacional que está antes dos juros sobre empréstimos. Lembramos também que o NOPAT é liquido de imposto de renda. É importante retirar os impostos pois já consideramos o efeito deles no cálculo do custo de capital (WACC ou CMPC).
  1. Valor Contábil do Capital Investido – Na maioria das vezes ao tentar estimar os valores de bens da empresa, nós preferimos utilizar o valor de mercado (por exemplo no cálculo do WACC). Porém, esse caso é diferente. No cálculo do ROIC vamos utilizar o valor contábil tanto da dívida quanto do capital próprio. Isso se dá porque no cálculo do ROIC nós buscamos o retorno sobre o capital investido em ativos já existentes e assim assumimos que o valor contábil da dívida e do capital próprio englobará corretamente esse investimento. O valor de mercado do património líquido é afetado pelos ativos de crescimento que não geram fluxo hoje, mas vão gerar no futuro. Assim, o valor de mercado pode ser maior do que o capital investido nos ativos existentes e o ROIC será subestimado (o denominador será maior do que deveria).
  1. Diferenças temporais – Outra pergunta que pode afetar esse calculo é o momento em que vamos calcular o valor do capital. O correto é utilizar o capital calculado no início do período medido. Por exemplo, se queremos analisar o ROIC do ano 2015, utilizaremos 31/12/2014 como data base do valor do capital investido. Partimos do pressuposto que investimento feito dentro do ano de exercício não vai começar a gerar retorno tão cedo. Vale ressaltar que alguns analistas preferem fazer a média entre o capital do início do período e do final dele.

Para um maior aprofundamento, recomendamos o artigo: Aswath Damodaran, Return on Capital (ROC), Return on Invested Capital (ROIC) and Return on Equity (ROE): Measures and Implications, Sten School of Business July 2007.

A Priority Partners é especialista em Business Plan e desenvolvimento de modelos para controlar a contabilidade de sua empresa. Conte com a gente!

Boa semana e fica a dica!

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BenchmarkingPrezados leitores, feliz 2016! Estamos de volta e no primeiro post do ano, vamos abordar mais um assunto de extrema relevância para as empresas. O Benchmarking, em tradução livre significa “Referência” e baseia-se em uma atividade contínua de pesquisa das melhores práticas de mercado. Como vimos no post sobre KPI, as empresas precisam medir seus processos com o intuito de atingir a excelência. Porém, o fato da empresa conseguir medir seus processos não garantirá a ela esse atingimento. E a metodologia “tentativa-e-erro” não é uma opção viável no ambiente competitivo de hoje.

É nesse cenário que o Benchmarking pode atuar, onde tenta-se obter as informações sobre como as empresas líderes de mercado trabalham e como conseguiram alcançar o tão almejado sucesso. Muita gente deve se perguntar: “Mas isso não seria espionagem industrial”? É claro que não estamos falando disso! É possível observar as melhores práticas das empresas através, por exemplo, de uma loja física, percebendo como as promoções são apresentadas, como os produtos ficam expostos, o layout da loja, entre outros. Já num site (comércio eletrônico), os mesmos itens podem ser observados, guardadas as devidas características de cada modalidade. A Internet também pode ser uma valiosa fonte de informações e também há empresas de Benchmarking especializadas no mercado que prestam este tipo de serviço.

Passo a passo

Para realizar um bom Benchmarking, as empresas devem seguir algumas etapas importantes:

  1. Sempre que possível, avaliar os processos internos para detectar possíveis melhorias. Ninguém conhece melhor a empresa do que ela mesma!
  2. Saber quais são as empresas líderes no setor em que atua;
  3. Entender como elas funcionam, capturando o maior número de informações sobre as mesmas ou contratar empresas especializadas;
  4. Comparar as práticas de mercado com as práticas atuais da sua empresa;
  5. Mapear as principais diferenças e escalonar os processos que possuem mais urgência de serem revisados;
  6. Executar as mudanças necessárias nos processos;
  7. Definir novos KPIs (caso não existam) com metas a serem alcançadas, no intuito de medir o sucesso do(s) novo(s) processo(s).

Tipos de Benchmarking

Existem alguns tipos, que podem ser classificados em Competitivo / Não Competitivo / Interno / Externo / De desempenho /Funcional / De Cooperação.

Cada tipo refere-se a um tipo de busca de informação e varia conforme o ambiente no qual se busca a informação, a modalidade da troca de informações e a relação entre as empresas envolvidas. Entenda qual o mais adequado para sua empresa e mãos à obra!

Vantagens do Benchmarking

  • Conhecer melhor a sua empresa e o mundo à sua volta (concorrência ou não).
  • Melhorar o desempenho aprendendo com quem faz melhor.
  • Compreender melhor seus resultados, forças e fraquezas.
  • Crescimento e aprimoramento das equipes, a partir de novos ensinamentos e práticas.

Desvantagens do Benchmarking

  • Questões éticas (se ocorrer a espionagem).
  • Dificuldade em obter as informações necessárias.
  • Dificuldade em comparar processos de empresas distintas e aplicar à realidade da empresa (processos não comparáveis).

A Priority Partners pode ajudar à sua empresa a identificar suas necessidades de melhorias e auxiliar na atividade de Benchmarking. Conte com a gente!

Boa semana e fica a dica!

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FCFE

Anteriormente discutimos o Fluxo de Caixa Livre para a Firma (FCFF). Na dica de hoje, vamos elaborar o assunto do Fluxo de Caixa Livre para os Acionistas (FCFE). O FCFF considera o fluxo de caixa para todos os credores da empresa (terceiros e acionistas), já o FCFE considera o fluxo de caixa que sobrou para os acionistas, depois dos pagamentos da(s) dívida(s) de terceiros (Bancos) e novas captações de empréstimos. Outra maneira em pensar no FCFE é no valor que a empresa pode considerar para distribuição de dividendos.

Há duas maneiras para calcular o FCFE. Uma delas é começar com a linha final do DRE (Lucro Líquido) e fazer as adaptações. A outra é começar com o NOPAT e fazer os ajustes necessários até obter o FCFE.

Vamos começar com o NOPAT e fazer alguns ajustes. Vamos relembrar a fórmula do FCFF:

FCFF = NOPAT + D – C (+/-) Δ CAG

O FCFE é obtido dessa forma:

FCFE = FCFF – P + N

Portanto,

FCFE = NOPAT + D – C (+/-) Δ CAG  – P + N, onde:

D = Depreciação

C = Investimentos (CAPEX)

Δ CAG = Variação de Capital de Giro

P = Pagamentos de dívidas bancárias

N = Novas captações de empréstimos

  • Depreciação – É necessário somar a depreciação de volta ao NOPAT, pois a depreciação é uma despesa sem desembolso de caixa.
  • Investimentos – Envolvem saídas de caixa que não aparecem no DRE. Portanto, não fazem parte do NOPAT e precisam ser tratados separadamente.
  • Variação de Capital de Giro – As variações nas contas patrimoniais que afetam o Capital de Giro e por consequência o fluxo de caixa, precisam ser somadas ou subtraídas ao FCFF conforme o caso.
  • Pagamentos de dívidas bancárias – Devido ao fato que só vai sobrar para acionistas o que restou após o pagamento da(s) dívida(s), é necessário abater esse valor do NOPAT para obter o FCFE.
  • Novas captações de empréstimos – Da mesma maneira, as novas captações precisam ser somadas ao FCFE.

A empresa XYZ

Para facilitar, vamos ao exemplo da nossa empresa XYZ:

FCFE XYZ

A empresa obteve um FCFE positivo de 790,00. Com isso, ela poderá considerar distribuição de dividendos, recompra das ações dela no mercado (no caso de uma empresa de capital aberto) etc. Os 34% representam os impostos médios, que totalizam 510,00.

Nos modelos de Valuation, o FCFE futuro mede o que os acionistas vão receber durante o período considerado (normalmente durante 5 anos). O valor do EQUITY (e não da empresa como um todo) é obtido calculando-se o Valor Presente Líquido do FCFE descontado pelo custo do capital próprio. Um erro recorrente na avaliação de empresas é descontar o FCFE pelo WACC. O WACC é uma média ponderada do custo de capital próprio e de terceiros, e o FCFE já é liquido dos pagamentos sobre a dívida dos bancos. Portanto, descontar o FCFE pelo WACC seria um erro que pode levar a um resultado bem diferente do que o valor presente do EQUITY.

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Conciliação Bancária IIContinuando o post anterior, temos mais algumas observações importantes a respeito dos créditos.

Ao tratar da conciliação de cartões de crédito ou débito, temos que nos atentar que há pelo menos 4 informações que precisam estar em total sintonia:

  • O total vendido nessa modalidade (obtido através do somatório dos comprovantes que ficam em poder do estabelecimento ou de um totalizador que pode ser emitido no fim do dia no POS).
  • O total vendido informado no site da administradora de cartões, que deve ser exatamente igual ao item 1.
  • O total que a administradora informa que será creditado no banco a partir das vendas realizadas.
  • O total creditado no banco nas datas informadas no item acima.

As empresas normalmente não fazem a checagem neste nível de detalhamento, o que possibilita haver erros e divergências entre o valor esperado e o valor creditado (muitas vezes nem se sabe o valor esperado, tornando impossível a tarefa de conciliação). Isso se dá pelo fato das administradoras muitas vezes debitarem tarifas (algumas até discutíveis) no valor das parcelas dos cartões ou ainda pelo chargeback, que é o cancelamento de uma venda feita com cartão de débito ou crédito. Normalmente ele acontece por dois motivos:

  • O não reconhecimento da compra por parte do cliente;
  • Quando, por algum motivo, a transação não obedece aos regulamentos previstos em contrato.

Em outras palavras, a venda ocorre normalmente e depois descobre-se que o crédito não será realizado pois a compra foi considerada inválida. Caso o valor já tenha sido creditado para a empresa, ele é estornado/debitado.

Sem um devido controle, a empresa muitas vezes nem consegue saber que ocorreram estes casos e fica no prejuízo. Por isso, há programas no mercado para facilitar a tarefa de conciliação de cartões, normalmente utilizados por empresas que possuem grande movimentação desta forma de pagamento.

Vamos agora abordar os débitos:

Pagamentos Diversos

Este item engloba as despesas recorrentes (despesas fixas), despesas variáveis, pagamentos a fornecedores, entre outros. Normalmente são todos previstos e registrados em sistema, ainda que como previstos. Sua quitação correta no dia efetivo do pagamento torna a atividade da conciliação facilitada.

Tarifas Gerais

Algumas tarifas bancárias são mensais com data fixa para débito e outras podem ser inesperadas, como renovação de limite de crédito e atualização cadastral. Quanto mais “preparado” o sistema estiver, mais fácil será conciliar.

Juros e parcelas de empréstimos

Também são débitos previstos e podem ser previamente registrados, seguindo a mesma orientação dos tipos acima.

Tratamento Contábil

Muitas empresas possuem um departamento contábil internalizado, normalmente as que estão enquadradas do regime de Lucro Real. Nestes casos, há mais uma preocupação na conciliação: além do saldo em sistema e do banco, o saldo contábil também precisa estar conciliado, com todos os eventos econômicos devidamente registrados. Para as empresas que possuem contabilidade terceirizada, a preocupação é que toda informação chegue clara e correta nas mãos do contador para que ele possa registrar os lançamentos contábeis e também realizar a conciliação. Chamamos este processo de “bater o saldo contábil com o extracontábil”.

Os gestores financeiros devem conferir a conciliação bancária diariamente, pois estamos tratando de um importante ativo das empresas e fonte possível de atos ilícitos por parte de funcionários. A mesma importância deve ser dada aos estoques.

A Priority Partners é especialista controles gerenciais. Conte com a gente!

Boa semana e fica a dica!

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Conciliação Bancária I

As empresas possuem diversos tipos de ativos, entre eles os estoques e suas disponibilidades de caixa (tesouraria). Sabemos que é fundamental conferirmos se o saldo físico do estoque bate com o saldo em sistema (ou mesmo em planilhas, para empresas que possuem controles mais simples). De forma análoga, também precisamos criar controles para conferir se os saldos de caixa batem com os saldos em sistema. E quando falamos em saldos de caixa, estamos nos referindo tanto aos saldos bancários quanto aos saldos de “caixinha” (em espécie) que a empresa mantenha. A essa criação de controles, costumamos chamar de Conciliação Bancária. Por ser um assunto muito extenso, vamos fazer a postagem em duas partes.

Essa atividade faz parte das tarefas do Departamento Financeiro, e envolve os setores de CAP (Contas a Pagar) e de CAR (Contas a Receber). Quando estamos falando de bancos, há muitas movimentações possíveis a conciliar:

  • CRÉDITOS: cartões de crédito, cartões de débito, vale refeição e alimentação, boletos bancários, depósitos de clientes (em dinheiro, cheque, TED ou DOC), juros sobre aplicações, estorno de tarifas, captação de empréstimos etc.
  • DÉBITOS: pagamentos diversos, tarifas gerais, juros, parcela de empréstimos etc.

Informações importantes para conciliação

Neste primeiro momento, vamos abordar somente os créditos e suas peculiaridades. Muitos sistemas possuem módulos especiais de conciliação. Os bancos normalmente possuem arquivos que podem ser importados pelos sistemas e o módulo trata de conciliar os créditos e débitos em aberto de acordo com o arquivo importado.

Porém, para que atividade seja feita de forma correta e rápida, é necessário que o sistema esteja “preparado” para fazer a conciliação, ou seja, que os créditos e débitos já estejam previamente registrados. Cada uma dessas movimentações deverá receber um tratamento diferente no ato da conciliação, pois apresentam-se de formas diferentes em um sistema de controle. Vamos abordar os principais casos a seguir.

Cartões de Crédito e Débito

Para estes casos, há de se considerar que a administradora de cartões faz os créditos em conta a partir de condições pré-determinadas em contrato, como prazo de pagamento, taxas administrativas, aluguel de máquinas POS, entre outros. Portanto, o sistema deve estar configurado para registrar as vendas em cartão, nos vencimentos corretos e com os valores líquidos (já descontadas as taxas administrativas). Essa configuração vai ajudar muito na tarefa de conciliação, ainda mais quando se tratar de empresas com grande movimentação desta forma de pagamento.

Vale Refeição e Alimentação

As mesmas premissas dos cartões de crédito e débito valem para os vales refeição e alimentação. Há várias condições pré-determinadas em contrato que devem ser premissas para as parametrizações do sistema, no intuito do registro do CAR ser o mais correto possível e auxiliar na tarefa de conciliação.

Boletos ou Títulos Bancários

É muito comum a emissão de boletos bancários para que os clientes possam efetuar os pagamentos de suas compras. Esta opção pode ser encontrada em sites eletrônicos, vendas por televendas, entre outros. Quando o volume de transações começa a aumentar muito, o correto registro em sistema torna-se vital para o controle efetivo dos créditos. Há um relatório que os bancos emitem chamado “francesinha”, onde os créditos são listados de forma analítica. A análise deste relatório é fundamental pois normalmente os bancos fazem um único lançamento de crédito totalizando os boletos pagos no dia. Somente com este relatório analítico é possível verificar se todos os boletos (títulos) que estavam em aberto para aquela data realmente foram pagos (baixados). Vale ressaltar que os bancos normalmente cobram taxas de compensação destes boletos, que também devem ser registradas para fins de conciliação.

Depósitos de Clientes

Outra modalidade bastante comum que também necessita de tratamento especial, pois diferentemente dos boletos, os depósitos são individualizados e devem estar sinalizados no sistema como tal para que possam ser devidamente baixados quando ocorre o pagamento por parte do cliente. A data acordada (vencimento) deve ser previamente registrada para auxiliar na tarefa de conciliação.

Outros créditos

Por fim, há ainda outras movimentações de créditos nas contas bancárias, como juros sobre aplicações, estorno de tarifas ou empréstimos captados. Alguns destes podem ser previstos e lançados no sistema, outros são verificados somente no dia que são lançados no banco. Independente do caso, devem ser registrados em sistema para que o saldo bancário bata com o saldo em sistema.

A conciliação do caixinha (espécie) deve seguir a mesma lógica da conciliação bancária. A recomendação é que se faça um “extrato” em planilha eletrônica para que se tenha um relatório similar ao extrato bancário e a partir deste seja feita a conciliação com o sistema, a partir do correto registro das informações.

Mais informações no próximo post! Aguardem!

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Boa semana e fica a dica!

Equipe Priority Partners.

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